4º Semestre
Matéria: Estética e Cultura de Massa
Integrantes: Ícone Propaganda
Assunto: Grafite
A cultura da Arte Grafite
Matéria: Estética e Cultura de Massa
Integrantes: Ícone Propaganda
Assunto: Grafite
A cultura da Arte Grafite
Expressão artística estética que utiliza como meio a lata de spray e se desenvolve no ambiente urbano. A Arte Grafite reflete a rua. Seu dinamismo, sua duração suas cores. É válido ressaltar que a Arte Grafite Hip Hop difere de Arte Mural, de Aerografia em muros e dos Afrescos. Os temas são outros, as técnicas também. Coube aos brasileiros, uma inovação: a introdução da tinta látex na feitura do Grafite Hip Hop. Americanos e europeus nunca imaginaram utilizar esta tinta em seus trabalhos. . A complexidade da cultura do grafite mostra uma cultura híbrida, sempre em movimento, em evolução constante. Estas formas artísticas foram surgindo no ambiente urbano de Nova York, cidade dos Estados Unidos, na passagem dos anos 60 para os anos 70 que "Grafite" pode ser visto de uma forma bem mais abrangente que a atual. Ela existe desde a Pré-História, passando por Pompéia, pela revolução mexicana na década de 30, pela 2ª Guerra Mundial, formando o Hip Hop no final dos anos 60. Historicamente o assunto é muito maior do que pensamos. O Grafite é estética. A estética do (in) compreensível, do complexo, do (in) inteligível, do impacto. Jatos de tinta vão perdidos no espaço até alcançar seu destino: a superfície: porosa, lisa, irregular, macia. Não importa. Importa sim, o resultado final obtido. O que parecia manchas coloridas transforma-se em um só elemento: atraente. Com o crescimento do número de Grafiteiros/Pixadores, ocorre a necessidade de buscar se diferenciar dos demais. Em um primeiro momento todos os tags eram parecidos. Começam a surgir, setas, asteriscos, estrelas e símbolos que marcassem um estilo próprio. Era necessário dar um valor artístico maior às letras. A evolução natural levou as letras a ganharem novos contornos, novas formas e cores. Assim surgiram os estilos Bubble (letras mais cheias e arredondadas), Broadway (letras em blocos), Mechanical (inspiradas em metais) e Wild Style (estilo mais complexo onde as letras se fundem formando uma nova composição estética). O surgimento dos marcadores (canetas com pontas de 1cm a 5 cm) ajudou que os tags fossem multiplicados com uma velocidade incrível. Sua tinta não saia com facilidade e o tamanho de uma caneta ajudava no uso, podendo guardar no seu bolso sem problemas. Grafite é arte da rua e para a rua. Seu mundo, seu reino são os centros urbanos; seu suporte, os muros e as paredes. O Grafite tem como forças motrizes a cor e a forma. Cor que lhe dá vida, luz e movimento; forma, mágica e refinada, com o dom de absorver seus sentidos visuais, levando-nos a refletir sobre seu significado (quando há alguma significação). No entanto todo grafite, traz no seu resultado a comunicação, independente da cultura, nelas são expressas, embora nem sempre seja de fácil entendimento, lamentos, protestos, desabafos e apelos. O Grafite divide opiniões, permeia os espaços da arte e da marginalidade com a mesma intensidade. Expressa de forma agressiva, além de um estilo, um viés da realidade, onde ainda se estabelece a opressão e a exclusão. Por ser considerado um delito a prática do grafite, se não estiver contextualizada num projeto educacional, social ou artístico, é proibida, levando seus adeptos a atuarem na calada da noite e em locais que exijam desafios. Esta mistura do proibido e da transgressão alimenta o aumento da prática e de pessoas que se caracterizam em tribos, com a finalidade de executá-la. A descarga da adrenalina, o desafio, o confronto de opiniões, mantêm pessoas cada vez mais ativas na ação da grafitar, em busca de emoções e auto-afirmação. Com o aumento de adeptos do grafite, os grupos também se transformam. Começam a necessidade de se auto-afirmarem, de estabelecerem identidade grupal e como uma forma de organização o espaço é dividido, geralmente por zonas norte, sul, leste e oeste com demarcações de limites, e as tribos se caracterizam com desenhos, iniciais, nomes e estilos de pichações típicas de sua cultura, crença ou vivência. Cada grupo procura respeitar o espaço e o “trabalho” do outro, caso contrário, surge provocações e conflitos, gerando bairrismos, desafetos e rivalidades. (Izabela Pizzani)
Algumas fotos desta arte...